Escolas Vivas

O projeto “Escolas Vivas” é uma parceria entre os Governos do Brasil e de El Salvador, de cooperação do tipo Sul-Sul. Consiste no intercâmbio de experiências nas áreas de segurança alimentar e nutricional e agricultura familiar, assim como na prevenção e mitigação de desastres socioambientais, utilizando o espaço das escolas. O Brasil desenvolveu um amplo programa de hortas em escolas públicas, que busca promover a educação em nutrição não só entre as crianças mas também junto às suas famílias. O Brasil também possui experiência na prevenção de desastres em nível comunitário. Nesse contexto, o objetivo principal do projeto é transferir a experiência brasileira, capacitando professores, estudantes, pais e toda a comunidade na prevenção de desastres e melhora da segurança alimentar nas escolas.

 

A segurança alimentar é uma das áreas estratégicas do Plano Nacional de Proteção Civil, Prevenção e Mitigação de Desastres do Governo de El Salvador, que foi reforçado em outubro de 2009 com a criação do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (CONASAN), coordenado pela Secretaria de Inclusão Social e integrado pela Secretaria Técnica da Presidência, pelo Ministério da Saúde e pelo Ministério da Agricultura de El Salvador. O CONASAN tem como meta a elaboração de uma Política Nacional sobre Segurança Alimentar, no marco do direito humano à alimentação adequada. A Organização de Voluntários das Nacoes Unidas (UNV) também é parceira da iniciativa. Os voluntários do UNV desempenharão um papel importante na capacitação de estudantes, famílias e professores em três escolas nos muncípios de Tepetitán, Verapaz e Guadalupe, experiência que deverá ser posteriormente replicada em outros municípios.

 

A nutrição é concebida como condição prévia para o desenvolvimento econômico e social, constituindo elemento de coesão entre os planos nacionais e programas multissetoriais, tanto do Governo quanto das organizações não-governamentais. Um processo participativo, liderado pela Secretaria de Inclusão Social de El Salvador, que está superando as práticas anteriores que consideravam os beneficiários como meros receptores de assistência social, criando novas metodologias que permitem àqueles participar ativamente do processo de desenvolvimento das políticas, como cidadãos plenos e respeitados.

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