Brasil: Cooperação Internacional Humanitária

Levando ajuda a quem precisa, e apoiando a produção local para garantir o acesso aos alimentos, combatendo juntos a fome, a pobreza e a exclusão pelo mundo.

Para o Governo brasileiro, a cooperação humanitária é um elemento chave no enfrentamento da insegurança alimentar e nutricional, enquanto um desafio global, e bem como na prevenção, gestão e resposta aos cada vez mais frequentes desastres socio-naturais.
Por essa razão, nos últimos anos, o Brasil intensificou suas ações de cooperação humanitária internacional, seja por meio de contribuições voluntárias às Organizações Internacionais, de doações de alimentos em parceria com Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas (PMA), e ainda através das Embaixadas brasileiras ao redor do globo.

Desde 2003, o governo brasileiro contribuiu com ações humanitárias em mais de 50 países, em sua maioria na América Latina, Caribe, África e Ásia. Nesse sentido, com vistas a dar celeridade no processo de resposta a emergências no exterior, foi criado em 2006, sob égide do Ministério das Relações Exteriores, por meio de sua Coordenação-Geral de Ações Internacionais de Combate à Fome, dotação orçamentária destinada especificamente à cooperação humanitária internacional.

O compromisso com cooperação humanitária internacional está fortemente ligado às prioridades estabelecidas na agenda política doméstica do Brasil, de erradicação da extrema pobreza. Alinhado ao aprendizado dos programas de combate à fome e a pobreza, bem como experiências bem sucedidas nacionalmente, que na ultima década retiraram milhões de brasileiros da situação de pobreza e de insegurança alimentar, o Governo brasileiro têm priorizado projetos que promovam mudanças estruturais seus compromissos internacionais para erradicação da fome e da pobreza.

Nesse mesmo contexto, o Brasil tem se destacado como um dos maiores doadores de alimentos do mundo. Desde 2011, o país doou, em parceria com do Programa Mundial de Alimentos mais de 300.000 toneladas de alimento para 35 países, entre eles Bolívia, Cuba, Equador, Burundi, Congo (RDC), Etiópia, Gâmbia, Honduras, Uganda, Moçambique, Níger, Senegal e Zimbábue. . As contribuições brasileiras ao Programa aumentaram de 1 milhão de dólares em 2007 para 82 milhões de dólares em 2012, colocando o país  entre os dez maiores doadores mundiais do PMA .

A política brasileira de cooperação humanitária internacional, que desde 2007 contribuiu com mais de 334 milhões de dólares segue em uma busca permanente de adaptação às novas realidades mundiais, pelo estabelecimento de novas parcerias, a criação de métodos inovadores de gestão e monitoramento dessas ações.

Em um mundo de constantes transformações, o Brasil acredita que a cooperação humanitária internacional é uma forma de unir nações e povos de todo o mundo, fortalecendo os laços de solidariedade entre eles.