Brasil anuncia contribuição para refugiados Sírios na Jordânia

 

Uma contribuição de US$150 mil para o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) foi anunciada na semana passada.

O Ministério das Relações Exteriores anunciou na última sexta-feira (28/06) que o Brasil deverá contribuir com US$ 150.000,00 em cooperação humanitária para a atenção a refugiados Sírios na Jordânia. A doação, destinada ao Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados, deverá apoiar as atividades do ACNUR em benefício dos refugiados Sírios em território jordaniano.

O conflito na Síria, que até agora resultou em mais de um milhão de refugiados – e espera-se que no ritmo atual o número passe de 3 milhões ao fim de 2013 – e em milhares de mortos representa uma das maiores crises humanitárias dos últimos anos: de acordo com dados da ONU, cerca de 6,8 milhões de pessoas necessitam de assistência humanitária urgente em decorrência do conflito. A maior parte desses refugiados tem fugido em direção às fronteiras da Jordânia e do Líbano, cuja saída diária se acelerou nos últimos meses e continua a crescer todos os dias. De acordo com dados do ACNUR, até o final de junho de 2013, a Jordânia recebeu mais de 419 mil refugiados registrados, o que representa cerca de 8% da população da Jordânia. Até o final de 2013 o governo da Jordânia espera receber mais um milhão de refugiados sírios, o que significa que o país deverá desafios econômicos e políticos significativos ligados a este afluxo de refugiados.

A comunidade humanitária estima precisar de mais de 1,5 bilhões de dólares para atender as necessidades da população da Síria que vai continuar a procurar refugiar-se nos países vizinhos. De acordo com o apelo do ACNUR para a Jordânia, as prioridades globais, em 2013 são registrar e documentar os recém-chegados, oferecer proteção básica e atividades para sobrevivência, especificamente: o estabelecimento de infra-estrutura de acampamento adequado, fornecimento de itens não-alimentares para os recém-chegados nos campos, o acesso à saúde, assistência alimentar, acesso à água potável nos acampamentos, e proteção física, incluindo prevenção e resposta à violência sexual de gênero. Outras atividades essenciais incluem a identificação e proteção das crianças desacompanhadas e separadas de suas famílias, o acesso aos serviços de educação e de ajuda à subsistência para os mais vulneráveis entre a população de refugiados que não vivem nos campos, e melhorar o acesso à água nas comunidades que tem acolhido refugiados.

Share